A COR DA POLÍTICA PÚBLICA: O RACISMO INSTITUCIONAL EM SAÚDE E A INCIDÊNCIA DO MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO NA PNSIPN
DOI:
https://doi.org/10.17564/2316-3801.2025v12n3p558-571Resumo
Este estudo tem como objetivo analisar o racismo institucional como fator estruturante das desigualdades em saúde no Brasil, com ênfase na Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) e na contribuição do Movimento Negro Unificado (MNU) em sua trajetória política. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza teórico-documental, baseada na análise crítica de literatura acadêmica, documentos institucionais e políticas públicas. Os resultados indicam que, embora a PNSIPN represente um marco importante no enfrentamento das desigualdades raciais em saúde, sua efetiva implementação é limitada por obstáculos institucionais e pela persistência do racismo estrutural. O MNU tem atuado como agente mobilizador fundamental na denúncia do racismo, na promoção de debates públicos e na reivindicação de políticas de equidade, influenciando diretamente os marcos normativos da saúde pública brasileira. Conclui-se que o enfrentamento do racismo institucional na saúde exige a articulação entre Estado, sociedade civil e movimentos sociais, bem como a adoção de abordagens interseccionais e culturalmente sensíveis nas políticas públicas.








