ATIVIDADE LARVICIDA DO EXTRATO ETANÓLICO DAS FOLHAS DE PIPER ARBOREUM AUBL. (PIPERALES: PIPERACEAE) CONTRA AEDES AEGYPTI LINNAEUS, 1762 (DIPTERA, CULICIDAE)
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https://doi.org/10.17564/2316-3798.2025v10n1p569-581Publicado
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Resumo
Aedes aegypti é um dos principais vetores de arboviroses humanas, sendo essencial descobrir novas alternativas para seu controle. Portanto, este estudo teve como objetivo avaliar o efeito larvicida do extrato etanólico das folhas de Piper arboreum (EEPA) contra o Aedes aegypti. O extrato foi preparado em solução extrativa de etanol 70% e rota-evaporado para obtenção do extrato bruto. No ensaio larvicida, larvas de terceiro instar (n = 20) foram expostas a concentrações variadas de EEPA (25–200 µg/mL) por 24 h. As larvas foram então transferidas para béqueres de vidro contendo apenas água sem cloro para avaliar as taxas de mortalidade ao longo de 72 horas. Além disso, a morfologia larval foi avaliada nos grupos experimentais para determinar alterações. Por fim, a toxicidade do EEPA foi avaliada em testes com Artemia salina. Nossos dados demonstraram que a mortalidade larval variou de 17 a 100%, de maneira dose-dependente, após 72 horas. As concentrações mais altas (150 e 200 µg/mL) foram mais eficazes que 25 µg/mL e o grupo controle negativo. A concentração letal capaz de matar 50% das larvas (CL50) obtida para EEPA foi de 80,54 µg/mL (IC 95%: 60,81–106,7 µg/mL). Análises morfológicas revelaram danos à camada quitinosa das larvas expostas ao EEPA, principalmente em concentrações mais elevadas. O teste de toxicidade EEPA em A. salina mostrou uma CL50 de 58 µg/mL (IC 95%: 45–70,5 µg/mL), o que indica elevada toxicidade. Portanto, nossos resultados demonstraram que o EEPA pode ser utilizado como alternativa para o controle de larvas de A. aegypti, principalmente em criadouros artificiais, devido à sua alta toxicidade.













