(IN) SEGURANÇA ALIMENTAR EM FAMÍLIAS DE ESTUDANTES DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE UM MUNICÍPIO DO INTERIOR DO MARANHÃO

DOI:

https://doi.org/10.17564/2316-3798.2025v10n1p615-630

Autores

  • Luana Lopes Padilha Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão
  • Rayla Edwiges Sales da Silva Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão - Campus Barreirinhas
  • Jamily Mendes Rodrigues Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão - Campus Barreirinhas
  • Dafiny Helóa Baltazar Fernandes Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão - Campus Barreirinhas
  • Kaylane Santos Silva Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão - Campus Barreirinhas
  • Kassia Kayllane Veras Vitor Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão - Campus Barreirinhas
  • Maria de Jesus Cabral Neves Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão - Campus Barreirinhas
  • Samíria de Jesus Lopes Santos-Sodré Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão - Campus Barreirinhas

Publicado

2026-01-07

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Artigos

Resumo

A segurança alimentar e nutricional, embora seja um direito garantido a todos, segue sendo desrespeitada e negligenciada, especialmente em comunidades vulnerabilizadas. O objetivo desta pesquisa foi investigar a situação de (in)segurança alimentar em famílias de estudantes de uma escola pública de um município do interior do Maranhão. Trata-se de um estudo transversal, desenvolvido em uma escola pública federal, durante o período de setembro de 2022 a agosto de 2023, no município de Barreirinhas-MA. A amostra foi composta por 94 participantes/domicílios. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevista, com a aplicação de dois formulários: o primeiro, referente aos dados socioeconômicos e demográficos das famílias e o segundo, a Escala Brasileira de Segurança Alimentar (EBIA). As associações entre as variáveis de exposição e desfecho (insegurança alimentar) foram mensuradas por meio da regressão de Poisson com variância robusta e seus respectivos intervalos de confiança de 95% (p<0,05). O software utilizado foi o STATA®. 14.0. Os resultados mostraram: dos domicílios avaliados, 59,57% estavam em situação de insegurança alimentar; a idade maior ou igual a 40 anos foi fator de proteção para a insegurança alimentar (RP=0,66; IC95%: 0,45–0,99; p=0,043); enquanto que pertencer às menores classes sociais C, D e E foi fator de risco para o desfecho (RP=3,63; IC95%: 1,08–12,20; p=0,037). Assim, mais da metade das famílias investigadas estavam em situação de insegurança alimentar. Os fatores associados destacam a necessidade urgente de políticas públicas abrangentes que visem reduzir a desigualdade socioeconômica e melhorar o acesso a alimentos em termos de quantidade e qualidade para essa população vulnerabilizada. 

Como Citar

Padilha, L. L., Edwiges Sales da Silva, R., Mendes Rodrigues, J., Helóa Baltazar Fernandes, D., Santos Silva, K., Kayllane Veras Vitor, K., … Lopes Santos-Sodré, S. de J. (2026). (IN) SEGURANÇA ALIMENTAR EM FAMÍLIAS DE ESTUDANTES DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE UM MUNICÍPIO DO INTERIOR DO MARANHÃO . Interfaces Científicas - Saúde E Ambiente, 10(1), 615–630. https://doi.org/10.17564/2316-3798.2025v10n1p615-630