ASSOCIAÇÃO ENTRE A EXPOSIÇÃO A RISCOS AMBIENTAIS E DERMATITE ATÓPICA EM CRIANÇAS
DOI:
https://doi.org/10.17564/2316-3798.2025v10n1p646-659Publicado
Downloads
Downloads
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Interfaces Científicas - Saúde e Ambiente

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b. Autores têm permissão e são estimulados a distribuir seu trabalho on-line (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal), já que isso pode gerar aumento o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
Resumo
A dermatite atópica (DA) afeta até 20% das crianças e é influenciada por fatores genéticos, imunológicos e ambientais. Não se sabe ao certo o impacto do ambiente sobre essa dermatose, o tipo de exposição ao qual as crianças estão mais próximas ou quais fatores podem causar ou agravar a doença. O objetivo deste estudo é avaliar as exposições ambientais mais associadas à dermatite atópica em crianças acometidas pela doença. Para isso, realizamos um estudo caso-controle, no qual avaliamos dois grupos de crianças pareadas por idade, de 1 a 12 anos, por meio de anamnese focada em aspectos ambientais. Os fatores ambientais foram comparados nos dois grupos buscando associações entre riscos ambientais e dermatite atópica. Foram avaliadas 93 crianças, sendo 44 do grupo DA e 49 do grupo controle. Os dois grupos apresentaram semelhanças nas principais variáveis demográficas. Crianças com DA vivem mais perto de postos de gasolina (OR 9,7 - IC 95% 2,3-39,6; p = 0,02), têm mofo mais visível dentro de casa (OR 7,2 - IC 95% 2,2-22,9; p < 0,01) e relataram menos controle de pragas em casa nos últimos 12 meses. (OR 0,12 - IC 95% 0,02-0,58; p < 0,01). Não houve diferença estatisticamente significativa em relação à proximidade de fábricas, centros de serviços automotivos, tráfego pesado, plantio com pesticidas, esgoto a céu aberto e reciclagem de resíduos perto da casa. O estudo não foi projetado para avaliar a temporalidade e a relação de causa e efeito entre os fatores de risco e o desfecho principal, mas sugere associações entre variáveis ambientais geralmente negligenciadas e dermatite atópica. Os resultados mostraram que os pacientes com dermatite atópica vivem mais perto de postos de gasolina, têm mais contato com mofo e controle de pragas menos frequente em casa.













