RISCO CARDIOVASCULAR PELO ESCORE DE FRAMINGHAM E FATORES ASSOCIADOS EM PACIENTES COM DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA
CARDIOVASCULAR RISK ACCORDING TO FRAMINGHAM SCORE IN ADULT PATIENTS WITH NON-ALCOHOLIC FATTY LIVER DISEASE
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https://doi.org/10.17564/2316-3798.2026v10n2p193-208Publicado
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Resumo
Este estudo teve como objetivo avaliar a prevalência do risco cardiovascular (RCV) segundo o Escore de Framingham e sua relação com variáveis sociodemográficas, clínicas, bioquímicas e nutricionais em pacientes com Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) atendidos em ambulatórios de Recife-PE. Trata-se de um estudo transversal, multicêntrico e quantitativo, com amostragem não probabilística por conveniência, incluindo 70 indivíduos de ambos os sexos, com diagnóstico de DHGNA. A amostra apresentou um elevado perfil de risco cardiometabólico, com alta prevalência de obesidade (75,7%), circunferência da cintura aumentada (95,71%) e HDL-c baixo (58,57%). As análises estatísticas demonstraram que o RCV, estratificado pelo Escore de Framingham, apresentou associação significativa com a presença de Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial Sistêmica (p<0,05), bem como com o tempo de diagnóstico da DHGNA (p<0,05) e com os níveis de LDL-c (p=0,013) e Colesterol Total (p=0,020). Variáveis antropométricas como o Índice de Massa Corporal (IMC) e a Circunferência da Cintura (CC), apesar de sua alta prevalência de alterações, não se associaram significativamente ao escore de Framingham. Para as variáveis sociodemográficas, não foi observado associação, contudo, embora, a raça mostrou forte tendência (p=0,062) na população autodeclarada preta/parda/indígena. O estudo concluiu que fatores clínicos (HAS e DM) e o tempo de diagnóstico da DHGNA estão mais diretamente relacionados ao RCV pelo escore de Framingham do que os parâmetros antropométricos isolados. Esses achados reforçam a íntima conexão entre a DHGNA e os distúrbios metabólicos e destacam a importância do acompanhamento clínico e nutricional desses pacientes, com foco prioritário na prevenção de comorbidades cardiometabólicas.













