DESENVOLVIMENTO DE PROTOCOLO PARA ANÁLISE DE ATRAZINA E METABÓLITOS EM EMBRIÕES DE AVE
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https://doi.org/10.17564/2316-3798.2026v10n2p89-106Publicado
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Resumo
A contaminação animal por atrazina (ATZ) está associada a efeitos tóxicos, uma vez que a atrazina é relatada como um desregulador endócrino em adultos, tanto machos quanto fêmeas, bem como em embriões de diversas classes de animais, afetando a regulação hormonal e, consequentemente, os padrões de desenvolvimento desses indivíduos. Assim, considerando que embriões de galinha (Gallus gallus) são modelos animais para estudos envolvendo o desenvolvimento embrionário, o objetivo deste trabalho foi desenvolver um protocolo para o estudo da bioacumulação de atrazina em embriões de aves. A metodologia utilizada baseou-se no tratamento in ovo de três grupos de embriões: um grupo controle com injeções de água destilada, um grupo tratado com injeções de solução de atrazina a 500 µg/L e um grupo tratado com injeções de atrazina a 1.000 µg/L. A coleta dos embriões ocorreu após 5 ou 7 dias de incubação. Os embriões foram preparados para análise utilizando a metodologia QuEChERS (sigla para Quick, Easy, Cheap, Effective, Robust, and Safe), seguida de análise por cromatografia líquida de alta eficiência com detector de arranjo de diodos (HPLC-DAD). A validação analítica interna da metodologia foi realizada. Os limites de detecção (LOD) para ATZ, desisopropilatrazina (DIA) e desetilatrazina (DEA) foram de 5 µg/L, 11 µg/L e 7 µg/L, e os limites de quantificação (LOQ) foram de 16 µg/L, 35 µg/L e 22 µg/L, respectivamente. A metodologia proposta apresentou resultados satisfatórios, com boa repetibilidade inferior a 18%. Em relação aos resultados obtidos, a atrazina e seus metabólitos, DIA e DEA, não foram detectados nos embriões em nenhuma das concentrações administradas. As taxas de mortalidade e de malformações também foram avaliadas, mas não foram observadas discrepâncias significativas que permitissem associar os efeitos da atrazina a desvios no padrão de desenvolvimento embrionário. Estudos futuros devem ser conduzidos para confirmar se embriões de aves são incapazes de bioacumular atrazina e para assegurar que o uso desse pesticida não afete a saúde animal ao nível de desenvolvimento.













