DA JUSTIÇA INCLUSIVA AOS MISERÁVEIS E O DIREITO AO ACESSO UNIVERSAL À JUSTIÇA PELOS CAMINHOS DA AUTOCOMPOSIÇÃO EXTRAJUDICIAL
DOI:
https://doi.org/10.17564/2316-3828.2026v13n2p103-120Palabras clave:
Justiça como Equidade, Mecanismos Autocompositivos, Retrocesso Social, Tutela JurisdicionalPublicado
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Em uma sociedade marcada por desigualdades e pelo abismo entre a norma e a realidade, a justiça universal se apresenta como princípio jurídico, como imperativo ético e instrumento de transformação social. Este artigo propõe analisar a justiça inclusiva como mecanismo capaz de efetivar o direito de acesso à justiça, especialmente para aqueles historicamente marginalizados, analisando-se os caminhos da autocomposição extrajudicial como alternativa de democratização da tutela jurisdicional. O objetivo geral consiste em investigar como a justiça universal pode ampliar a equidade e consolidar uma experiência concreta de cidadania; enquanto os objetivos específicos incluem: examinar a evolução histórica do direito de acesso à justiça; explorar os instrumentos extrajudiciais e autocompositivos; e ressaltar a importância da segurança jurídica e da proibição de retrocesso social como garantias estruturais de estabilidade democrática. A pesquisa foi desenvolvida com metodologia dedutiva e abordagem hermenêutica, alicerçada em extensa revisão bibliográfica de livros, artigos científicos e periódicos indexados nas bases CAPES, Scopus e demais repositórios acadêmicos. Os resultados apontam que o fortalecimento da Defensoria Pública, a valorização dos métodos autocompositivos e a implementação de políticas públicas inclusivas são indispensáveis para converter o acesso formal à justiça em uma experiência efetiva de dignidade e cidadania. Conclui-se que a justiça inclusiva, ao assumir caráter universal, transcende a dimensão normativa.
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